24 de mar. de 2010

Gente Geek - Você conhece o Chatroullete?

Chatroulette, numa tradução livre, significa “bate-papo roleta” e essa é a ideia do serviço ainda pouco conhecido no Brasil. Trata-se de um site gratuito que promove a interação entre dois usuários, de maneira aleatória, via webcam, áudio e texto. Desenvolvido no final de 2009 por Andrey Ternovskiy, um russo de 17 anos, o Chatroullete ficou bem “famoso” nos EUA após alguns veículos, entre eles o The New York Times, publicarem artigos sobre esse serviço.

Para participar do Chatroulette não é necessário fazer login. Basta acessar o site, ativar a webcam e a placa de som, e esperar que outra pessoa, de qualquer parte do mundo, apareça na outra janela. Não gostou de conversar com aquele usuário? Clique em “New Game”, espere outra pessoa aparecer na janelinha e deixe que a roleta da sorte escolha alguém legal para conversar!

Abuso

O Chatroullete não possui muitas regras e o controle sobre os abusos é feito pelos próprios participantes. O site não é aconselhável para menores de 16 anos, mas não há qualquer tipo de monitoramento para evitar que crianças e adolescentes de até 15 anos acessem o serviço. 

Na página inicial, há um pedido educado para que as pessoas estejam vestidas (Please stay clothed) e um alerta para que os usuários reportem “coisas ruis” a serem bloqueadas (Please use "Report" button to get bad stuff blocked).

Como não há um sistema de logon, os usuários, provavelmente, são identificados por IP.Logo, os bloqueados não ficam banidos por muito tempo.

Quem encontrar?

Ao participar do Chatroullete, esteja ciente de que você pode se deparar tanto com um tarado pelado, quanto com alguém com boas intenções. Tanto com pessoas a fim de passar trotes quanto com os integrantes do Faith No More ou com o cantor e instrumentista Ben Folds. Explico: Em 26 de fevereiro de 2010, o Faith No More transmitiu, via Chatroullete, um show realizado na Austrália. Durante a apresentação, Mike Patton, vocalista da banda, interagia com os usuários sortudos que apareciam online.




Semana passada, foi a vez de Bem Folds:



Não tão agradável do que interagir com alguém famoso, porém, melhor do que ver um tarado pelado, é ser vítima de trotes, o que é muito comum no Chatroulette.


E aí? Vai querer encarar o Chatroulette?
 
Saiba mais sobre o site
Página do Chatroulette:
New York Times: The Surreal World of Chatroulette (O mundo surreal do Chatroulette).

22 de mar. de 2010

"Tô pronta!"

Não é só no filme Madagascar que tem rave no meio da selva. Veet também promove algumas. A mensagem deste comercial é: sempre esteja com as pernas depiladas, pois nunca se sabe quando a sua equipe de expedição terá a excelente ideia de sair dançando no meio do mato, durante o safári.

8 de mar. de 2010

Irrite-se (ou divirta-se) com A Laranja Irritante

Uma câmera digital na mão, uma idéia na cabeça e uma conta no Youtube. Com essa filosofia, Dane Boedigheimer, ou Daneboe, como é conhecido na internet, criou uma produtora de vídeos independente chamada Gag Films, sediada no estado norte-americano da Califórnia. 

Daneboe criou várias séries de animação que logo viraram webhits, como Marshmallow Muder (Marshmallow Falante) e sátiras com bonecos Legos e personagens de videogame, como My Roommate Mario (Meu colega de quarto Mario) -  curta-metragem estrelado pelo próprio Daneboe e com participação do Mario, do Super Mario Bros., que divide o quarto com o criador. 

Uma das mais recentes produções da Gag Films é uma série de animação chamada The Annoying Orange (A Laranja Irritante), que virou hit no Youtube no final do ano passado. Essa série é estrelada – óbvio! – por uma laranja falante e bastante inconveniente.  

Para quem não entende inglês, um usuário do Youtube chamado Daniel Jackson legendou todos os episódios. Posto aqui três episódios legendados d'A Laranja Irritante que eu gosto muito. Espero que vocês também curtam essa bizarrice nerd.



Oito de março, não me dê botão de rosas






 Clara Zetkin (1857 - 1933)  






Rosa Luxemburgo (1871 - 1919)



Todo ano, a mesma coisa, no Dia Internacional da Mulher, a gente recebe botão de rosas de desconhecidos, mensagens pelo e-mail e demais delicadezas. Agradeço a cortesia de vocês, mas, por favor, não nos dê isso no ano que vem.

Celebram tanto o 8 de março como se nós mulheres ainda fossemos minoria. Não somos! No Brasil, por exemplo, o número de mulheres é bem superior ao de homens.

Não vou me adentrar na questão da “política sexual”, uma vez que isso não é da minha competência. Mas cabe dizer que, embora a data de hoje marque uma vitória do movimento feminista, a sua celebração proporciona um verborrágico e dispensável discurso estereotipado e um tanto quanto machista.

Não queremos flores, chocolates, cartões e power points animados em “nosso dia especial”. Queremos ter salários e oportunidades mais justas de emprego e mesmo grau de participação que os homens têm nas esferas econômica, social e cultural durante todos os dias do ano.

E um botão de rosas não irá reverter a situação de desigualdade de gênero na qual as mulheres ainda se encontram, 100 anos depois da história 2ª Conferência Internacional das Mulheres Socialistas em Copenhague, na Dinamarca.